OLHOS PRETOS
Teus grandes olhos pretos e formosos,
Teus grandes olhos são como dois lagos,
Onde nadam desejos voluptuosos,
Onde boiam volúpicos afagos.
Na travessia destes procelosos
Mares da vida, escuros e pressagos,
Teus grandes olhos pretos e formosos
São para mim a estrela dos Reis Magos.
Sol, auroras, crepúsculos e luares
Recebem sua luz dos teus olhares,
Que são a luz dos meus febris sonetos.
E eu, se ainda tenho risos para a vida,
É que eu a vejo, doce flor querida,
Pela pupila dos teus olhos pretos!
1900
Ricardo Gonçalves
Ipês, 1921, p. 131-132. Ortografia atualizada.
Teus grandes olhos pretos e formosos,
Teus grandes olhos são como dois lagos,
Onde nadam desejos voluptuosos,
Onde boiam volúpicos afagos.
Na travessia destes procelosos
Mares da vida, escuros e pressagos,
Teus grandes olhos pretos e formosos
São para mim a estrela dos Reis Magos.
Sol, auroras, crepúsculos e luares
Recebem sua luz dos teus olhares,
Que são a luz dos meus febris sonetos.
E eu, se ainda tenho risos para a vida,
É que eu a vejo, doce flor querida,
Pela pupila dos teus olhos pretos!
1900
Ricardo Gonçalves
Ipês, 1921, p. 131-132. Ortografia atualizada.
Comentários
Postar um comentário