ALVURAS
Os colonos na faina da capina
Cantam além, num cafezal formado.
Rincha um carro de bois. Vem do intrincado
Seio da mata o som de uma buzina.
Com virginais alvuras de noivado,
Na encosta pitoresca da colina,
Fulgem ao sol, que a todas ilumina,
As casinholas brancas do povoado.
Bimbalham sinos religiosamente
Na capelinha branca. Há muita gente
De rosto compungido em cada porta.
E, à luz do sol, que rútilo cintila,
Vai pela rua principal da vila
O esquife branco de uma noiva morta.
1900
Ricardo Gonçalves
Ipês, 1921, p. 121-122. Ortografia atualizada.
Os colonos na faina da capina
Cantam além, num cafezal formado.
Rincha um carro de bois. Vem do intrincado
Seio da mata o som de uma buzina.
Com virginais alvuras de noivado,
Na encosta pitoresca da colina,
Fulgem ao sol, que a todas ilumina,
As casinholas brancas do povoado.
Bimbalham sinos religiosamente
Na capelinha branca. Há muita gente
De rosto compungido em cada porta.
E, à luz do sol, que rútilo cintila,
Vai pela rua principal da vila
O esquife branco de uma noiva morta.
1900
Ricardo Gonçalves
Ipês, 1921, p. 121-122. Ortografia atualizada.
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