À GEGÊ
Ouve essa voz de mística doçura,
A doce voz do sonho em que te agitas;
Beija a legião de loiras cabecitas
Que te circunda a face branca e pura.
Sorri, longe da humana desventura!
O berço azul-celeste em que dormitas,
― Esse ninho de rendas e de fitas ―
É o paraíso, ó frágil criatura!
Dorme! Não chega ao berço em que adormeces
O eco da nossa vida, entrecortada
De grandes mágoas e paixões refeces.
Assim, dorme feliz, longe dos gritos,
Longe dos ais que solta na jornada
A caravana imensa dos aflitos.
Ricardo Gonçalves
Ipês, 1921, p. 47-48. Ortografia atualizada.
Ouve essa voz de mística doçura,
A doce voz do sonho em que te agitas;
Beija a legião de loiras cabecitas
Que te circunda a face branca e pura.
Sorri, longe da humana desventura!
O berço azul-celeste em que dormitas,
― Esse ninho de rendas e de fitas ―
É o paraíso, ó frágil criatura!
Dorme! Não chega ao berço em que adormeces
O eco da nossa vida, entrecortada
De grandes mágoas e paixões refeces.
Assim, dorme feliz, longe dos gritos,
Longe dos ais que solta na jornada
A caravana imensa dos aflitos.
Ricardo Gonçalves
Ipês, 1921, p. 47-48. Ortografia atualizada.
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