A DANÇA DOS TANGARÁS
Na mata aromal, que é um templo,
Cheio de sombra e de paz,
Horas perdidas contemplo,
Sobre um relvoso tapete,
Esse engraçado minuete
Que dançam os tangarás.
Canta um sabiá na espessura
A merencória canção.
Limpo de nuvens, fulgura,
Entre o rendilhado crivo
Das árvores, o festivo
Azul de um céu de verão.
E, sob um teto odorante,
Se aduna o bando jovial:
Tem um penacho o marcante;
O córrego sonolento
Murmura o acompanhamento
Com trinclidos de cristal.
Na mata umbrosa, que é um templo,
Cheio de aroma e de paz,
Horas perdidas contemplo,
Sobre o tapete da relva,
A maravilha da selva,
A dança dos tangarás.
Ricardo Gonçalves
Ipês, 1921, p. 41-42. Ortografia atualizada.
Na mata aromal, que é um templo,
Cheio de sombra e de paz,
Horas perdidas contemplo,
Sobre um relvoso tapete,
Esse engraçado minuete
Que dançam os tangarás.
Canta um sabiá na espessura
A merencória canção.
Limpo de nuvens, fulgura,
Entre o rendilhado crivo
Das árvores, o festivo
Azul de um céu de verão.
E, sob um teto odorante,
Se aduna o bando jovial:
Tem um penacho o marcante;
O córrego sonolento
Murmura o acompanhamento
Com trinclidos de cristal.
Na mata umbrosa, que é um templo,
Cheio de aroma e de paz,
Horas perdidas contemplo,
Sobre o tapete da relva,
A maravilha da selva,
A dança dos tangarás.
Ricardo Gonçalves
Ipês, 1921, p. 41-42. Ortografia atualizada.
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