MEIO-DIA
Preso à cintura o vestido,
Mostrando a perna trigueira,
Junto de um ipê florido,
Bate roupa a lavadeira.
Sol de brasa; ouve-se o ruído
Cantante da corredeira;
Vozes ao longe, um latido...
O baque de uma porteira.
Súbito, em coro, as galinhas
Cacarejam nas vizinhas
Moitas de macega, embaixo.
E ouve-se o guincho estridente
Que no ar sossegado e quente
Solta um gavião-de-penacho.
Ricardo Gonçalves
Ipês, 1921, p. 19-20. Ortografia atualizada.
Preso à cintura o vestido,
Mostrando a perna trigueira,
Junto de um ipê florido,
Bate roupa a lavadeira.
Sol de brasa; ouve-se o ruído
Cantante da corredeira;
Vozes ao longe, um latido...
O baque de uma porteira.
Súbito, em coro, as galinhas
Cacarejam nas vizinhas
Moitas de macega, embaixo.
E ouve-se o guincho estridente
Que no ar sossegado e quente
Solta um gavião-de-penacho.
Ricardo Gonçalves
Ipês, 1921, p. 19-20. Ortografia atualizada.
Parabéns pela escolha , é um poema e tanto!
ResponderExcluirObrigado pela visita e comentário! Vou publicar aqui, aos poucos, todos os poemas do livro IPÊS. Até!
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